Carlos Alberto Carranca de
Oliveira e Sousa, mais conhecido como Carlos Carranca, professor do ensino
superior, poeta, ensaísta, declamador, cantor e animador cultural, nasceu na
Figueira da Foz, com fortes laços de ligação à Lousã. Licenciado em História, é
professor auxiliar convidado da Universidade Lusófona, docente da Escola Superior
de Educação Almeida Garrett e da Escola Profissional de Teatro de
Cascais.
Foi Presidente da Direcção da
Sociedade de Língua Portuguesa, de 1998 a 2001; fundador e membro da direcção
do Círculo Cultural Miguel Torga; professor no Instituto Superior de
Humanidades e Tecnologias; sócio fundador da Sociedade Africanóloga de Língua
Portuguesa; sócio fundador do Círculo Cultural Miguel Torga; sócio da Associação
Portuguesa de Escritores; director adjunto do jornal Artes e Letras e
consultor cultural da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa,
assumindo-se, ainda, como apoiante indefectível da Académica. Entre as
instituições com as quais colabora regularmente, podemos citar o Museu da
República e Resistência e a Associação 25 de Abril.
Na Universidade Lusófona levou a
cabo uma intensa actividade e marcante acção cultural: director do Gabinete de
Acção Cultural; fundador e director-adjunto da Biblioteca Geral (com o
director, Professor Vítor de Sá); fundador e presidente do Conselho Fiscal das
Edições Universitárias Lusófonas; secretário do Centro de Estudos de História
Contemporânea; fundador do Centro de Iniciação Teatral, juntamente com Carlos Avilez
e João Vasco; fundador e coordenador da colecção científico-literária Meia
Hora de Leitura, em parceria com Vítor de Sá – no âmbito das actividades da
Biblioteca.
Também nas escolas do concelho de
Cascais, onde exerceu docência, o seu papel como divulgador da poesia
portuguesa e animador cultural se destacou. Na Escola Secundária Ibn Mucana,
entre outras coisas, dirigiu as actividades culturais da biblioteca e criou a
revista Oxalá. Na Escola Secundária de Alvide organizou o Movimento
Juvenil, a nível nacional, de apoio à candidatura de Miguel Torga ao Prémio
Nobel (com recolha de assinaturas entregues em Estocolmo).
Durante os anos 1994-99 foi
responsável pela Noite das Artes – espectáculo de encerramento das
Jornadas de Educação e Cultura do Concelho de Cascais, onde poetas como Miguel
Torga, António Gedeão, Manuel Alegre, Luís Goes, Helena Cidade Moura, Fernando Silvan
e Sophia de Mello Breyner foram homenageados.
Estudioso das tradições populares
e académicas de Coimbra, é como poeta que se torna conhecido em dois livros
profundamente ligados à temática da cidade do Mondego: Serenata Nuclear
e Sete Poemas para Carlos Paredes. É, no entanto, como divulgador da
poesia portuguesa, como poeta e ensaísta – torguiano convicto (responsável pela
homenagem nacional a Miguel Torga e coordenador da homenagem que lhe foi
prestada no concelho de Cascais) – e como animador cultural, que o seu trabalho
ganha ainda mais importância, destacando-se Poesia para Todos, três anos
consecutivos em palco, no auditório do Instituto Português da Juventude (Parque
das Nações), de 1999 a 2002, com uma apresentação de sucesso no Cine Teatro da
Lousã.
É, também, no Cine Teatro da
Lousã que lança uma das suas obras poéticas, Lousã em Menino. A este
propósito deve-se referir a prontidão que sempre tem demonstrado para colaborar
com a autarquia e o carinho com que as gentes da Lousã têm recebido aquele que
consideram um dos seus.
Das várias obras publicadas,
destaca-se o livro Torga, o Bicho Religioso, nascido da relação pedagógica
de Carlos Carranca com os seus alunos da Escola Profissional de Teatro de
Cascais, a quem foi dedicado, tendo sido objecto de apresentação pública em
muitos municípios.
Em 7 de Junho de 2002, recebeu a
Medalha de Mérito Cultural do Município de Cascais.
Obras publicadas:
Poesia – Imagem,
Lisboa, 1981; À procura do amor perdido, Lisboa, 1982; Ressureição,
Coimbra, 1992; 7 Poemas para Carlos Paredes, Lisboa, 1994, 2ª ed. 1994,
3ª ed. rev. aum. 1996; 4ª ed. revista e aumentada, 1998; Serenata Nuclear,
Coimbra, 1994; Pedras suspensas, Lisboa, 1996; O espírito da raiz,
Lisboa, 1997; Homo viator (in Espírito da raiz), Lisboa, 1997; Lousã
em Menino, Lisboa, 1998; Neste lugar sem portas, Lisboa, 2002.
Ensaio – Torga, o português
do mundo, Coimbra, 1988; Miguel Torga e a África portuguesa, Lisboa,
1995; O Fantasma de Pascoaes, Lisboa, 1996, 2ª ed. ver. aum., 1997; Torga
– o bicho religioso, Lisboa, 2000, 2ª ed. rev. aum., 2000; A Nostalgia
de Deus ou a palavra perdida em Miguel Torga, Lisboa, 2001; O sentimento
religioso em Torga e em Unamuno, Lisboa, 2002.
Outras publicações – O
coração ao pé da boca, Lisboa, 2001.
Org. Antologias Poéticas
– O Poema, Lisboa, 1998; O Poema 2, 1999; O Poema 3, 2000;
O Poema 4, 2001; 25 Poemas de Abril, Lisboa, 1999; 25 Poemas
no feminino, Lisboa, 2001; Poemas 25, Lisboa, 2001.